quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Energia sendo bem aproveitada

Foi assinado na quarta-feira (21/10) um contrato de comodato entre a CPFL Energia e a Empresa de Correios e Telégrafos para a utilização de veículo elétrico na entrega de sedex em Campinas (SP).

O veículo utilitário Aris, fabricado especialmente para a CPFL pela Edra Automotores, será testado pelos Correios por um período de até seis meses.

Ele percorrerá, diariamente, cerca de 70 quilômetros entregando, em média, 200 documentos. Um motorista especialmente escolhido pelos Correios passou por treinamentos para que pudesse dirigir com total segurança e autonomia.

"Estamos abrindo portas para a utilização maciça desses veículos, que têm como principal característica a emissão zero de gases de efeito estufa", explica Paulo Cezar Coelho Tavares, vice-presidente de gestão de energia da CPFL, lembrando que o custo por quilômetro rodado é de, aproximadamente, R$ 0,04, ou seja, 25% mais econômico que um veículo a gasolina.

Para José Osvaldo Fontoura de Carvalho Sobrinho, diretor de Tecnologia e de Infraestrutura dos Correios, "a ideia é incorporar mais protótipos Aris à frota após o período de testes".


Será que mataram mesmo o carro elétrico?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Carga nacional de energia tem alta de 8,7% em 12 meses

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), nos últimos 12 meses, apresentou crescimento de 8,7% na comparação com o período de 12 meses imediatamente anterior.

Setembro registrou alta de 7,5% em relação a setembro de 2009 e de 3,3% sobre agosto. Os dados fazem parte do último Boletim de Carga Mensal, divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo o documento, o aumento referente a setembro se deveu, principalmente, à retomada da produção industrial no país e à estiagem na região Centro-Oeste, que levou a maior utilização de sistemas de refrigeração e irrigação.

O consumo somado das regiões Sudeste e Centro-Oeste registrou alta de 8,4% no mês de setembro em relação a setembro de 2009. O menor crescimento para o mesmo período se deu na região Nordeste, com 3,1%.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Associações do setor elétrico divulgam Carta Energia para o Futuro

Doze associações de classe, que representam a área de energia, entregam amanhã (29) ao ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e aos candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a Carta Energia para o Futuro.

O documento será entregue durante o 7º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase 2010), que será realizado amanhã e depois (30) no Rio. O Enase é considerado o principal evento da área de energia do Brasil, incluindo os segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização.

A carta traz os anseios do setor elétrico para o futuro da política energética no país, disse o secretário-geral do Enase, Rodrigo Ferreira. Ele explicou que o documento não trata de particularidades de um determinado segmento.

“É um documento que aborda preocupações comuns a todos, como a sustentabilidade, a progressão de crescimento do mercado. O objetivo da carta é deixar claro para a sociedade, para todos os partidos e pessoas envolvidas com o processo eleitoral, quais são as demandas do setor para o futuro da política energética”, afirmou Ferreira.

Na carta, as associações dão prioridade a temas como a transparência e estabilidade regulatória para o mercado, a participação e integração entre os agentes setoriais, o equilíbrio e hegemonia entre empresas públicas, estatais, privadas, estrangeiras e nacionais e a eficiência e competitividade.

“Ou seja, precisamos ter no Brasil uma energia eficiente para que a indústria possa competir no mercado mundial. Precisamos ter uma energia que ofereça crescimento e sustentabilidade. Não podemos ignorar questões ambientais, a preocupação do mundo com o meio ambiente. Essa precisa ser também uma preocupação do Brasil”.

Para o secretário-geral do Enase, a energia precisa respeitar o meio ambiente e ser renovável, porque “essa é a vocação do Brasil”, a partir de recursos naturais como o sol, os ventos, rios, a biomassa. Essa energia precisa também ter segurança, acrescentou. Para isso, ele ressaltou a necessidade de outras fontes de geração que possam proteger o país de situações de escassez de água. “Estou falando de geração térmica, que também é fundamental para oferecer estabilidade ao mercado”.

Segundo Rodrigo, não se pode falar em sustentabilidade olhando apenas para uma parte da sociedade. “É preciso olhar também para a questão da segurança do sistema. E não vai ser sustentável enxergando apenas um lado da moeda, que é o lado exclusivamente de fontes renováveis, por exemplo”.

Ele advertiu que as fontes renováveis deverão ser a base do crescimento, mas que outras possibilidades não podem ser desconsideradas para assegurar ao país um crescimento sustentável, sem sobressaltos ou obstáculos, como os enfrentados atualmente com o período de seca - reservatórios em baixa, preços em alta e falta de chuvas. “Precisamos ter uma blindagem contra isso. É sustentabilidade para o setor elétrico também”.

Disponível em: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20100928085910&assunto=25&onde=Economia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ministério de Minas e Energia diz que custo da eletricidade vai diminuir

Alguém acredita nisso?
Essa é pra guardar e cobrar.

Brasil Econômico - As informações são da Agência Brasil
23/09/10 12:48

As tarifas de energia elétrica ficarão mais baratas. Isso deverá ficar mais perceptível para a população a partir do momento em que o retorno financeiro das usinas hidrelétricas superar o valor investido.

A partir de então, a operação dessas usinas necessitará de poucos investimentos e isso refletirá nos preços cobrados do consumidor final. A previsão é do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

Segundo ele, diferentemente do que muitos pensam, as tarifas de energia no Brasil não estão entre as mais caras do mundo.

"O Brasil tem uma tarifa que está em condição intermediária em relação a outros países do mundo. Até porque países em desenvolvimento têm de implantar maior infraestrutura e, ao mesmo tempo, corrigir distorções econômicas e sociais", disse Zimmermann após participar do programa Bom Dia, Ministro, que é produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

Ele acrescentou que isso acaba gerando uma carga tributária maior para que o estado possa atuar na correção dessas distorções.

"Quando você soma todos esses fatores resulta em uma tarifação intermediária (para o padrão global)", acrescenta. "Mas o modelo energético que adotamos é baseado na busca pela modicidade dos preços. Em um prazo maior, tenderá a favorecer a redução das tarifas", disse.

O ministro ressaltou que os investimentos em hidrelétricas permitem custos menores de geração.

"Uma usina como Belo Monte tem um custo de R$ 70 o megawatt-hora (MWh). É quase dez vezes mais barata do que uma usina a óleo, que produz energia a um custo entre R$ 600 e R$ 700 por MWh. Portanto, quando priorizamos fontes mais baratas, como as hidrelétricas, estamos exercendo uma política que visa a redução de preços, ainda que a médio prazo", argumentou.

"Só que o Brasil é diferente de um país que não tem crescimento ou que cresce muito pouco e que, por isso, não precisa construir mais usinas. As tarifas começarão a cair a partir do momento em que as usinas forem pagas. É um trabalho contínuo, e os efeitos — maiores ou mais sensíveis — vão ocorrer ao longo do tempo", afirmou.

"Tenho usinas cuja concessão estará paga a partir de 2015. (Neste caso,) só a partir dessa data é que os preços começarão a ter queda."

Zimmermann destacou que o "Brasil está ancorado na hidreletricidade" e lembrou que uma usina hidrelétrica se paga em 20 anos.

"Depois ela vai operar por mais de 200 anos, com poucos investimentos e a um custo baixíssimo. Essa é a realidade que o Brasil tem pela frente: uma perspectiva de custo baixo que é natural para quem trabalha com fontes renováveis."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Gas Energy dá primeiro passo no processo de abertura de capital

Por Ricardo Rego Monteiro (rmonteiro@brasileconomico.com.br)
14/09/10 20:01

Com projeções de uma oferta adicional de 45 milhões de metros cúbicos de gás natural do pré-sal em 2022, a Gas Energy, consultoria especializada na área petrolífera, deu ontem o primeiro passo para o processo de abertura de capital que pretende implementar.

Presidente da consultoria, Marco Tavares informa que a formação da Gas Energy S.A, concluída ontem, e a posterior oferta pública de ações da companhia, pretende arrecadar recursos para investir não só na aquisição de novas empresas do setor, como também aumentar o número de escritórios da empresa no mundo.

Com a oferta do insumo projetada para o país, mais otimista que a do governo, de 150 milhões de metros cúbicos/dia em 2022, a Gas Energy, de acordo com Tavares, vai precisar crescer para acompanhar o ritmo da expansão do setor.

A holding Gas Energy S.A passa a concentrar todos os três segmentos de negócios do grupo, que começou como uma consultoria em Porto Alegre.

Hoje, além da consultoria, a holding vai concentrar também a assessoria de negócios, reunidas nas subsidiárias Gas Energy Chemicals, da área petroquímica, e a GELA Participações Ltda, que concentra a atuação do grupo no exterior.

Além de escritórios no Peru, Bolívia e Argentina, a Gas Energy negocia a criação de filial no México, onde, de acordo com Tavares, prestará serviços para grupos brasileiros que lá têm investido.

-> Dando continuidade na apresentação do grupo. Nova empresa de energia na bolsa, não é exclusivamente de energia renovável mas você investiria nessa empresa?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Uma casa mais verde - Aquecedores de água que aproveitam a energia do sol ganham cada vez mais espaço nas residências

Há um ano, O empresário Danilo Mazuca instalou um sistema de aquecimento de água por energia solar na casa que construiu em um condomínio fechado de Florianópolis, onde mora com a mulher, a psicóloga Karina, e os três filhos. Gastou 6 000 reais com o equipamento, que inclui um sofisticado controle digital de temperatura, e desde então tem economizado cerca de 100 reais por mês na conta de energia elétrica. A perspectiva, portanto, é que o retorno do investimento se dê em aproximadamente cinco anos. Considerando uma vida útil de 20 anos para o equipamento, é um ótimo negócio. Mazuca também incluiu em seu projeto um sistema de coleta de água da chuva. "Mas o lado financeiro nem é o aspecto mais importante. Queríamos que a casa contribuísse para a preservação do meio ambiente e que nossos filhos tivessem consciência da importância disso", diz Mazuca.

Economia

O aquecimento da água é a única aplicação da energia solar que já se tornou economicamente viável no Brasil. Especialistas dizem que na maior parte dos casos o retorno se dá em um período entre três e seis anos, dependendo da combinação de fatores como o custo e a eficiência do equipamento escolhido, o número de integrantes da família e a duração média dos banhos. A substituição do chuveiro elétrico significa abrir mão do segundo maior vilão do consumo de energia nas residências do país - ele só fica atrás da geladeira. O alto consumo dos chuveiros ocorre especialmente nas regiões Sudeste e Sul, onde as temperaturas mais baixas ao longo de boa parte do ano fazem com que o banho aquecido pela eletricidade seja responsável por até 40% do valor das contas de energia elétrica. Em decorrência disso, é nessas regiões que a instalação de um sistema residencial de aquecimento de água por energia solar proporciona o retorno mais rápido. "O estado de São Paulo representa 65% do mercado atual no país, pois o investimento inicial exige certo poder aquisitivo", diz Luís Antônio Ferrari Mazzon, fundador e diretor-presidente da Soletrol, de São Manuel, no interior de São Paulo. A empresa é a maior fabricante brasileira de equipamentos para aquecimento de água por energia solar e vende cerca de 200 000 metros quadrados de coletores por ano.

Os sistemas de energia solar não substituem completamente o uso de eletricidade. O aquecimento é obtido por um sistema térmico. Em dias nublados ou durante um período de uso acima do normal, pode ser necessário acionar a complementação por energia elétrica ou gás para manter a temperatura e preservar o conforto do banho. Já o abastecimento dos demais aparelhos de uma residência dependeria de um sistema fotovoltaico, que converte a energia solar em energia elétrica, tecnologia que permanece cara no Brasil. O custo para manter uma casa exclusivamente com energia solar seria tão desvantajoso que essa alternativa nem sequer está disponível no mercado comercial. Hoje, há apenas opções que geram energia suficiente para operar equipamentos de baixo consumo, como lâmpadas e cercas elétricas. "Muitos países europeus dão grandes incentivos fiscais para quem adota a energia solar, mas esse apelo ainda não é suficientemente forte para os governos daqui", diz o professor Luiz Guilherme Meira de Souza, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um dos polos de pesquisa mais importantes do país nessa área.

Os movimentos de incentivo no Brasil são tímidos, como a promessa de obrigatoriedade do Procel Edifica, certificação para prédios comerciais que exige um nível mínimo de eficiência energética, a exemplo do que já ocorre com as geladeiras. A expectativa é que essa certificação venha a ocorrer dentro de alguns anos com projetos residenciais. Mas, mesmo sem a obrigatoriedade, quem já desfruta de água aquecida por energia solar garante que há um ganho adicional na escolha. "O banho fica mais gostoso. Talvez seja porque a nossa consciência fica mais limpa", diz Mazuca.


Link: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0975/consumo/casa-mais-verde-595065.html?page=1

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Preço da energia eólica fica quase 10% mais barata

O preço médio da energia eólica vendida nesta quinta-feira (26), em leilão de geração realizado nesta tarde pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi de R$ 134,23 por megawatt-hora (MWh).

O valor é 9,5% menor que o comercializado em dezembro passado: naquele que foi o primeiro leilão a vender energia de parques eólicos no país, o preço médio foi de R$ 148,3 por MWh.

Em relação ao preço-teto estipulado para o leilão, hoje, de R$ 167 por MWh, o deságio foi de 19,7%.

"No ano passado, ainda não tínhamos políticas e sinalizações claras do governo para a energia eólica, o que ainda inibia o mercado", explicou o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Pedro Perrelli.

"Agora a indústria começa a se consolidar, e o aumento gradativo de escala tende a reduzir os preços", disse.

Ainda assim, o resultado está bem abaixo da previsão da Abeeólica. Em entrevista ontem (25) ao Brasil Econômico, na véspera do certame, Perrelli informou que a expectativa da associação era de um preço por volta de R$ 155, já considerada, então, uma margem satisfatória.

Energias alternativas

A venda de energia eólica, realizada pela segunda vez no país, integrou o leilão de energia chamado A-3: negociação realizada anualmente pelo governo, desde 2005, para garantir a energia a ser fornecida três anos à frente. Os projetos comercializados hoje deverão entrar em funcionamento em 2013.

A edição 2010, no entanto, foi a primeira realizada apenas com projetos movidos por fontes alternativas: foram habilitados 10,4 mil MW, ou o equivalente a quase uma hidrelétrica de Belo Monte, em projetos de usina de biomassa, de eólica ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Todas as edições anteriores habilitaram principalmente usinas termelétricas, que são abastecidas a óleo ou gás, combustíveis poluentes, caros e não renováveis.

Foi vendida energia de 56 projetos. Deste, 50 são de parques eólicos, concentrados principalmente no Nordeste, além de alguns sítios no Sul.

Outros cinco vieram de PCHs - estes tiveram deságio médio 5,17%, com preço final de R$ 146,99. Apenas um projeto irá fornecer energia a partir de biomassa - no caso, bagaço de cana-de-açúcar. A Aneel, no entanto, não informou seu desempenho isolado.

Fonte:Juliana Elias - Brasil Econômico - 26/08/2010